5 formas de tornar a vida dos profissionais do sexo mais fácil

Você já parou para pensar que aqueles sendo contra o trabalho dos profissionais do sexo pensam, geralmente, de duas maneiras: “essas pessoas (os acompanhantes) não são ‘normais’, e estão à margem da sociedade”; ou “elas precisam ser salvas dos seus clientes – e delas mesmas”. Infelizmente, esse tipo de pensamento apenas atrapalha a vida dos acompanhantes, afinal, isso afasta tudo aquilo que mais se almeja: o respeito da sociedade e o bem-estar para o seu trabalho.

Pensando em contribuir, de alguma forma, para desfazer essas velhas máximas, nós, da FM, separamos 5 dicas que todo mundo pode colocar em prática quanto a forma de tratar e pensar sobre os profissionais do sexo. Acredite: ainda é preciso desfazer muitos tabus enraizados em nossa sociedade em relação a essa (cada vez maior) parcelada da população.

Cuidado com as palavras que você irá utilizar para descrever a profissão 

“Prostituta/o” e “garota/o de programa” são algumas nomenclaturas que, para muitos profissionais da área, podem soar de maneira pejorativa e desrespeitosa. A dica, nesse caso, é utilizar “profissionais do sexo” e “acompanhantes” para se referir à classe.

Não preciso nem falar sobre a importância de banir do vocabulário aqueles termos de baixo calão quando for se referir a um profissional do sexo, certo? Respeito, sempre, e acima de tudo! 

Não pergunte ao profissional do sexo os motivos por trabalhar nesse ramo

Muitas pessoas têm curiosidade em saber o que leva alguém a trabalhar como acompanhante. A verdade é que essa questão pode ser bastante delicada e pessoal, principalmente quando a resposta não é um simples “porque eu quis” ou “porque eu gosto”. Por isso, para evitar constrangimentos, e até mesmo invasão de privacidade, é melhor não entrar nesse tipo de questionamento – principalmente se não há intimidade suficiente entre você e o/a profissional.

​​Não pergunte se (ou quando) o/a profissional do sexo vai conseguir um “emprego de verdade”

Trabalhar como acompanhante é um ofício como qualquer outro e, para muitos, é a sua principal fonte de renda. Portanto, esse é um “emprego de verdade”, em que há uma relação de prestação de serviço em troca de dinheiro – assim como todo tipo de trabalho deve ser. 

Profissionais do sexo não são terapeutas sexuais – a menos que sejam credenciados para isso

Esse é um erro comum que muitas pessoas cometem ao conversar com profissionais do sexo: elas falam sobre… sexo! Enxergam o acompanhante como um educador ou terapeuta sexual, e pedem conselhos e dicas sobre a prática – mesmo quando não recebem abertura para isso.

Além de ser uma atitude desrespeitosa, que atrela o profissional do sexo apenas ao sexo (como se ele/a não tivesse uma vida pessoal, com outros assuntos e problemas que pudessem ser abordados, portanto), não é legal falar sempre de trabalho com outras pessoas, certo? Afinal, não esqueça que falar de sexo com acompanhantes também implica em falar de trabalho.

Lembre-se: antes de ser um profissional, o acompanhante é um ser humano.

Embora pareça desnecessário fazer esse alerta (por ser uma constatação óbvia), é importante reforçar que os profissionais do sexo, antes de qualquer coisa, são seres humanos. Eles têm sentimentos, família, amigos, medos, anseios, como qualquer um. Portanto, quando tiver algum tipo de contato com um acompanhante, lembre-se de disso. Não coloque a profissão à frente de qualquer coisa; priorize a pessoa. 

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